Do bruto ao líquido, em 4 passos
- INSS: a tabela progressiva de 2026 (7,5% a 14%) incide sobre o salário bruto, por faixa, até o teto de R$ 8.475,55.
- Imposto de Renda: a base é o salário menos o INSS, os dependentes (R$ 189,59 cada) e a pensão. Quando o desconto simplificado de R$ 607,20 for maior, ele entra no lugar. Depois vem a tabela e, em 2026, a redução da Lei 15.270/2025, que zera o IR de quem ganha até R$ 5.000.
- Vale-transporte: até 6% do salário básico, limitado ao custo das passagens.
- Outros descontos: plano de saúde, vale-refeição com participação, empréstimo consignado, mensalidade sindical autorizada.
Exemplo: R$ 3.000 com vale-transporte
| Item | Valor |
|---|---|
| Salário bruto | R$ 3.000,00 |
| INSS | − R$ 248,60 |
| Imposto de Renda | R$ 0,00 |
| Vale-transporte (6%) | − R$ 180,00 |
| Salário líquido | R$ 2.571,40 |
Exemplo: R$ 6.000 com plano de saúde de R$ 200
O INSS é de R$ 641,51. O IR pela tabela seria R$ 564,85, mas a redução de 2026 tira R$ 179,75 e ele fica em R$ 385,10. Com o plano de saúde, o líquido é de R$ 4.773,39.
O que a calculadora não sabe sozinha
- Adiantamento quinzenal (vale): muitas empresas pagam parte do salário no dia 15 ou 20 e descontam no fim do mês. O total do mês não muda.
- Faltas e atrasos: reduzem o salário do mês e também podem fazer você perder o descanso semanal remunerado (DSR) daquela semana.
- Horas extras e adicionais: entram no bruto do mês. Use a calculadora de hora extra e some o resultado ao salário.
Quanto fica do seu salário
Para quem ganha até R$ 5.000, o único desconto obrigatório em 2026 é o INSS: o líquido fica entre 90% e 92,5% do bruto, antes dos descontos opcionais. Acima de R$ 7.350, o IR volta a pesar e o líquido fica entre 72% e 77% do bruto, conforme o salário.
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